PÁSCOA, ESPERANÇA DE PAZ - Quando os homens de “boa vontade” se entenderão?
PÁSCOA, ESPERANÇA DE PAZ - Quando os homens de “boa vontade” se entenderão?

PÁSCOA, ESPERANÇA DE PAZ - Quando os homens de “boa vontade” se entenderão?

A Páscoa nos remete a uma memória afetiva de festa e alegria. Toda família por mais pobre que seja tem um almoço especial e as crianças ganham ovos de chocolate simbolizando o renascimento e a doçura da ressurreição de Cristo. Mas, este ano estamos vivendo um clima de guerra, devido ao conflito entre Estados Unidos/Israel e Irã. É triste ligar a TV e ver cenas de bombas explodindo e mães chorando a perda dos seus filhos enquanto os homens de “boa vontade” de terno e gravata discutem, em salas climatizadas e confortáveis, o destino das pessoas.

As ações dos Estados Unidos pelo mundo lembram muito a “Pax romana” que foi um período de paz que durou 200 anos a partir de 27 a. C. Aquele período de paz era imposto pelo poderoso império romano que, pela força e supremacia dos seus exércitos, abafavam qualquer tentativa de revolta dos povos. Se antes, a justificativa era levar a civilização aos bárbaros, hoje, é combater o suposto eixo do mal. Antigamente os romanos abriam estradas para facilitar o deslocamento dos seus exércitos, hoje, os Estados Unidos espalham suas bases militares pelo globo e impõem o controle financeiro internacional.

Se compararmos as guerras atuais com as guerras romanas, vem a seguinte questão: faz sentido invadir uma nação e matar inocentes como medida preventiva para promover a paz? A resposta é não; a história tem demonstrado que nenhuma paz baseada na força é eterna, porque a supremacia de um povo também não é. O poderoso império romano teve o seu declínio possibilitando o surgimento de um outro sistema de nações tal como conhecemos hoje. A verdadeira paz é frequentemente definida não apenas como a ausência de guerra, mas como a presença de justiça social e equidade.

O Papa Francisco, poucos dias antes de sua morte, alertou o mundo em sua mensagem de Páscoa: “A paz não se constrói com armas, a ideia de paz armada é uma ilusão perigosa, pois o uso de armas gera novos ciclos de violência. A verdadeira segurança não vem dos arsenais, mas da confiança mútua. ” A mensagem de Francisco encontra eco na Psicologia Cognitiva que afirma que o diálogo humaniza o “inimigo”, pois quando sentamos a mesma mesa para conversar, o outro deixa de ser um alvo e se torna um irmão. Enquanto essa paz não vem, resta-nos sentar à mesa no domingo de Páscoa com a esperança de que as coisas façam sentido, mesmo quando estão difíceis. Feliz Páscoa a todos.

Romildo R.Almeida - Psicólogo clínico

Romildo R. Almeida - Psicólogo Clínico

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