A MÃE QUE ABRAÇA OS SEUS FILHOS - Definitivamente, homossexualidade não é doença
A MÃE QUE ABRAÇA OS SEUS FILHOS - Definitivamente, homossexualidade não é doença

A MÃE QUE ABRAÇA OS SEUS FILHOS - Definitivamente, homossexualidade não é doença

Há muito tempo a palavra homossexualismo deixou de ser usada por uma 
simples razão: o sufixo “-ismo” remete a doenças ou desvios tais como alcoolismo, 
tabagismo, etc. Desde 1990 a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou o termo da 
lista das doenças mentais. O termo correto a ser usado é homossexualidade já que o 
sufixo “-idade” indica condição ou modo de ser. Sendo a homossexualidade uma 
condição humana, de acordo com os Conselhos de Psicologia e Medicina, ela não pode 
ser tratada, portanto qualquer terapia de reorientação sexual é considerada crime. 
Infelizmente existem alguns profissionais de saúde e líderes de seitas religiosas 
que se propõem realizar a chamada “cura gay” atribuindo a homossexualidade à traumas 
da infância, experiências de “vidas passadas”, ação do demônio, etc. Com base nessas 
falsas crenças realizam-se terapias sem fundamentação científica, rituais de exorcismos, 
causando sérios danos psicológicos a quem se submete. Essas práticas constituem-se em 
violência psicológica e podem gerar transtornos que levam a depressão, ansiedade 
crônica e ideação suicida. Ao contrário, uma atuação humana e cristã, trabalha no 
sentido de aceitar, acolher e ajudar a pessoa a resolver seus conflitos ligados a 
sentimentos de inadequação e culpa religiosa. 
Aproveitando a metáfora do Papa Francisco que se referiu a missão pastoral da 
igreja como um “hospital de campanha”, penso que cabe aos cristãos atuar como 
agentes de primeiros socorros no “campo de batalha” em que nossa sociedade está 
envolvida. A ferida que deve ser tratada, nesse caso, é a exclusão que impede a 
participação plena das pessoas tornando-as marginalizadas e reforçando a exclusão que 
elas já sofrem no campo social. O Papa Leão XIV, seguindo o Papa Francisco, 
reafirmou recentemente, esse compromisso, acrescentando que estender as mãos 
abraçando todas as pessoas sem distinção, não fere a moral cristã; pelo contrário, é a sua 
expressão mais autêntica e concreta já que Jesus, não veio para condenar, mas salvar. 
Concluindo, se Jesus em seu tempo, quebrou barreiras sociais, religiosas e 
culturais para acolher marginalizados, talvez os homossexuais de hoje representem a 
mulher pecadora, os impuros e os samaritanos daquela época, que também, sofreram 
discriminações e preconceitos. Sendo assim, abrir as portas do nosso coração e das 
nossas comunidades, nada mais é do que reafirmar, de forma autêntica, os 
compromissos de Jesus. Vamos viver a beleza do Evangelho e edificar uma Igreja que, 
como mãe, abraça os seus filhos.

Romildo R. Almeida - Psicólogo Clínico

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